Academia Gamer: Memórias

“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

Olá crianças!

Já falamos aqui sobre o fato de ser essencial a repetição a todo e qualquer jogo. E também que é uma pena que a indústria de games de modo geral promova geralmente a “repetição pelo diferente”, ou seja, ao invés de retomarmos um mesmo jogo, “repetimos” a experiência com algum game parecido (do mesmo estilo, do mesmo criador etc.). Isso, evidentemente, não é de hoje, mas reflete boa parte da nossa mentalidade moderna a respeito da efemeridade das coisas e a falta de senso de duração e perpetuidade.

Algo curioso acontece quando jogamos novamente o mesmo jogo. Quando estamos jogando aquele game que conhecemos desde bem pequenos (e que quando tentamos imaginar quantas vezes já ligamos nosso console para jogá-lo não conseguimos enumerar de forma alguma), este mesmo game continua a nos surpreender. A surpresa é essencial ao jogo: se temos certeza de tudo que vai acontecer após termos entrado em jogo, saímos dele rapidinho porque não teria a menor graça.

Academia Gamer: Um ano

Olá pessoal!

Caso estejam atentos à Academia Gamer desde seu início, certamente devem ter notado que a coluna fez um ano há algum tempo já. Porém, este é o quinquagésimo segundo post: ou seja, leram posts meus durante cinquenta e duas semanas agora.

Este é um marco importante para mim porque não é nada fácil possuir uma coluna fixa em um blog (com dia certo para sair) e ainda mais com a proposta de incitar à reflexão e não simplesmente informar a respeito de novidades. É um trabalho que beira o hercúleo para ser sincero; mas é uma tarefa que muito me agradou durante este ano inteiro.

Academia Gamer: Cansaço

“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

Olá crianças!

Creio que já conversamos um pouco a respeito disso uma vez ou outra durante algumas das edições da coluna, mas achei interessante colocá-lo no centro de nossas discussões desta vez.

Existe um paradoxo inerente a todo e qualquer jogo: enquanto jogamos, descansamos do “mundo real” e suas obrigações e chateações; contudo, esse mesmo jogo exige de nós esforço, dedicação e seriedade; portanto, descansamos com algo que nos cansa.

Academia Gamer: Video Games

“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

 

Olá crianças!

Um dos pintores da Renascença que mais gosto é Brueghel. a primeira das telas dele que mais me chamaram a atenção foi a “Torre de Babel”. É preciso notar que vários pintores do período tem o mesmo nome porque eram da mesma família, mas o estilo de todos é bem semelhante e às vezes a diferença só é pertinente aos críticos de arte ou estudiosos da época. E, tendo em vista que não me encaixo em nenhum destes casos, optei por não entrar nestes meandros.

Academia Gamer: Murro em ponta de faca

“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

 

Já se depararam com uma situação parecida com esta que vou descrever? Você todo empolgado com a possibilidade de jogar um game maravilhoso, você  ansioso esperando que ele esteja finalmente em suas mãos; tão ansioso que come demais (ou de menos dependendo da pessoa)? E, quando começa a jogar, vai vendo que sua empolgação se esvai não porque o jogo “não encontrou suas expectativas”, mas porque ele simplesmente parece não “ir para a frente”?

Academia Gamer: Mundos linguísticos

“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

Olá crianças!

Certamente devem ter notado que o tema “mundo” é recorrente em meus posts. Isso se dá porque é um problema essencial à fenomenologia; e só o é porque é igualmente primordial às questões humanas. Nada pode ser pensado fora deste mundo que contém todos os mundos e regiões possíveis.

Merleau-Ponty, em uma de suas obras, afirma que cada um de nós nasce em determinado mundo linguístico. Isso vai além de simplesmente pensarmos que estamos desde sempre dentro de um espaço delimitado geograficamente em que determinado idioma (ou idiomas, se for o caso) é o oficial. As palavras em qualquer idioma são carregadas de sentidos que foram se somando e modificando com o passar das eras. E vemos o mundo neste prisma (e não sob ele).

Claro que não estou levando em conta aqui as considerações de C. S. Lewis sobre a “morte das palavras”, mas isso eu deixo para um outro post.